Curiosidades

  PARQUE EÓLICO DE OSÓRIO COMEÇA A FUNCIONAR NO RS

 

O grupo espanhol Elecnor colocou em funcionamento os primeiros 25 geradores do parque eólico de Osório, no Rio Grande do Sul, o maior complexo de energia eólica da América Latina, com investimento de 245,6 milhões de euros. O parque, que começará a funcionar com rendimento total em dezembro - com 75 geradores capazes de produzir 150 megawatts -, abastecerá permanentemente cerca de 650.000 pessoas, sem causar danos ao meio ambiente. O projeto teve a aprovação do Governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que contribuiu com 69% do financiamento. Atualmente, a Elecnor está presente em mais de vinte países e seus principais mercados ficam na América Central, América do Sul, África, Extremo Oriente e Oriente Médio. 

(fonte: BOLETIM EFICIÊNCIA ENERGÉTICA 77/02)

 

O maior parque eólico da América Latina e um dos mais avançados do mundo em tecnologia situa-se no Rio Grande do Sul, no município de Osório. O empreendimento, iniciado em 2005, e ainda em implantação, irá quadruplicar a energia eólica produzida atualmente no país, colocando o Brasil e o Estado no mapa mundial do desenvolvimento sustentável. O projeto, subdividido em três parques: Osório, Sangradouro e Índios - separados 1000 metros um do outro por determinação dos órgãos ambientais (corredor ambiental) - terá um total de 75 aerogeradores (25 por parque), sendo que 25 já estão concluídos. Os Parques Eólicos de Osório, têm recebido atenção internacional pelo seu ineditismo, pelas dimensões inusitadas e pela tecnologia de ponta que o caracteriza. Foi premiado pela Revista Euromoney, em 07 de março último, como o Melhor Projeto Financeiro da América Latina no segmento de Energias Renováveis.

Os Parques Eólicos de Osório terão uma potência instalada de 150 MW de energia (2000 KW cada máquina), quantidade suficiente para abastecer anualmente o consumo residencial de cerca de 650 mil pessoas. A mesma será adquirida pela Eletrobras por um prazo de 20 anos. Só para fazer um comparativo, as três usinas do Complexo Ceran, no Rio das Antas, produzirão juntas 100 MW.

Trata-se da geração de uma energia limpa, sem emissões de dióxido carbono (CO²), um dos gases formadores do efeito estufa (GEE), apontado como a grande responsável pelo aquecimento global do planeta. Ao mesmo tempo, a energia gerada pela força dos ventos é renovável, inesgotável e ambientalmente correta. Os Parques Eólicos de Osório mantêm intacta toda a fauna e flora dos campos onde se situa, tendo o início do empreendimento sido precedido de quatro anos de rigorosos estudos ambientais. Além disso, preserva todas as atividades produtivas da região onde está instalado, sendo possível ver o gado pastando ao lado das torres gigantes, cercadas por aves que circulam por toda a região.

O empreendimento, que já desperta o interesse de todos os públicos muito antes de ser concluído, terá um centro de pesquisa e de difusão de conhecimento sobre meio ambiente e energia eólica, instalado em um moderno prédio dentro dos parques. O Centro Institucional, cuja construção iniciará em breve, terá um mirante para os turistas e atenderá estudiosos e visitantes de toda a América Latina, trazendo especialistas internacionais para palestra, sempre com foco na geração de conhecimento e no público de estudantes.

Um investimento privado com apoio do Governo Federal

Trata-se de um investimento de capital inteiramente privado, capitaneado por empresas que são líderes mundiais em energia eólica, como o grupo espanhol Elecnor, sócio majoritário, responsável por cerca de 1500 MW de energia eólica no mundo, e a empresa alemã Enercon, líder mundial inconteste em tecnologia eólica.

A empresa gaúcha CIP Brasil (sócia minoritária do empreendimento), que tem em sua diretoria os empresários Alberto Martins Costa Pinto e Telmo Magadan, juntamente com a espanhola Enerfin (subsidiária da Elecnor para energia eólica), vêm, há mais de quatro anos, coordenando e desenvolvendo todos os estudos e projetos necessários para a viabilização do empreendimento que deverá estar concluído e operando em carga máxima até janeiro de 2007. Nesse percurso, concorreu com diversas empresas do Brasil e do exterior e, devido à agilidade no atendimento às exigências do Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia (PROINFA) e à credibilidade das empresas envolvidas, conseguiu trazer o projeto para o RS.

O empreendimento prevê um investimento de R$ 670 milhões, sendo 69% financiado pelo BNDES. Do financiamento de R$ 465 milhões já aprovado, R$ 105 milhões serão financiados diretamente pelo BNDES e R$ 360 milhões através de um consórcio entre o ABN Amro Real, Banco do Brasil, Banrisul, BRDE, Caixa RS e Santander.

A Ventos do Sul, empresa constituída em 2005 para a implantação dos parques, tem dado total prioridade pa participação de empresas gaúchas no projeto e está gerando cerca de 800 empregos diretos e 5000 indiretos no período de implantação dos três parques.

Palmares do Sul poderá ter parque eólico: A Ventos do Sul tem estudos de implantar um parque eólica em Palmares do Sul, sendo que quatro aerogeradores já foram liberados, sendo que o empreendimento somente será realizado se, no mínimo, foram construídos 25, para viabilizar o investimento de aproximadamente R$ 225 milhões. Outras cidades gaúchas já possuem estudos de viabilização de projetos na área, podendo no futuro serem contempladas.

Segundo o engenheiro João Junqueira, em recepção aos jornalistas participantes do 44º Congresso da Associação dos Jornais do Interior (ADJORI/RS), realizado nos dias 17 e 18 de junho, “Osório já é um centro de estudos de produção de energia eólica. A obra iniciada efetivamente em outubro de 2005, deverá estar concluída em janeiro do próximo ano. A empresa brasileira Ventos do Sul vai levar e comercializar energia para cerca de 10% da população gaúcha. Estamos em Osório há seis anos fazendo uma campanha de monitoramento de ventos e a decisão pela implantação dos parques em Osório foi puramente técnica. A questão de impacto ambiental recebeu uma atenção muito especial, só para se ter um idéia da dimensão dos estudos, foram detectadas mais de 300 espécie de aves no local”, enfatizou o engenheiro Junqueira.

Gradiosidade do empreendimento: Além dos recursos de R$ 670 milhões do empreendimento, a geração de 150 MW, das centenas de pessoas envolvidas direta ou indiretamente com a obra, alguns dados numéricos impressionam como, por exemplo: Cada um dos aerogeradores possui torre de 98 metros, sendo que cada uma das três pás possui 37 metros, totalizando 135 metros de altura e mais de 100 toneladas cada uma das 75 unidades que serão erguidas. São 24 segmentos de três metros cada, sendo que a base da torre possui um diâmetro de 7,5 metros. Para dar estabilidade (garantia de 25 anos), as bases de concreto de cada torre possuem 16 metros de diâmetro, com 32 estacas de 50 cm de diâmetro cada, com profundidade que variam de 22 a 35 metros, exigindo cerca de 565 metros cúbicos de cimento, ou seja, cerca de 68 caminhões por aerogerador!                         (fonte http://www.jornalpopular.com.br 20/06/2006)

Começa a construção da maior usina de energia solar do mundo

Começou  a construção daquela que será a maior usina de geração de energia solar do mundo. Localizada em Serpa, Portugal, a usina deverá gerar 11 Megawatts de energia, o dobro do que é gerado pela maior usina solar atual, localizada na Alemanha.

Serão 52.000 módulos fotovoltaicos, distribuídos em uma área de 60.000 m2. Os módulos são dotados de um sistema de movimentação, que os permite acompanhar o movimento do Sol, maximizando a energia coletada.

O projeto foi desenvolvido pela empresa portuguesa Catavento Lda. A construção ficará a cargo da norte-americana PowerLight Corp., empregando tecnologia da também norte-americana GE. O investimento total será de U$75 milhões. A usina deverá começar a operar em Janeiro de 2007.

A energia gerada será suficiente para abastecer 8.000 residências. Uma potência equivalente, se fosse gerada a partir da queima de derivados de petróleo, representaria a emissão de 30.000 toneladas anuais de gases que causam o efeito estufa.

Reinado curto

Mas a usina de Serpa manterá o título de maior do mundo por pouco tempo. Já está prevista a construção de uma nova usina solar fotovoltaica na vizinha Moura, também em Portugal.

A usina de Moura terá 350.000 módulo fotovoltaicos, encaixados em 10.000 estruturas móveis, espalhadas em uma área de 1.140.000 2. Sua capacidade de geração será de 62 Megawatts. 

maior usina solar atual   

Da redação 08/06/2006  (fonte: www.inovacaotecnologica.com.br)